Lupi inaugura sede do PDT em Atibaia e saúda novos filiados em Guarulhos

Wellington Penalva05/08/2017

O sábado (5) foi de festa para o PDT. Quem atestou foi o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que passou o dia em agenda no interior do estado de São Paulo onde participou do encontro estadual da Juventude Socialista (JS-SP), filiou novos membros em Guarulhos, e inaugurou a nova sede municipal em Atibaia.

Logo pela manhã, Lupi se juntou aos jovens paulistas em Guarulhos, no evento da JS. Realista, o “discípulo de Brizola” situou as dificuldades políticas do país e cobrou comprometimento dos pedetistas mais novos.

“O partido do qual vocês fazem parte tem um grande legado, uma história de luta pelo povo humilde do Brasil. O dever de vocês é fortalecer o partido e levar essa história de luta adiante”, alertou o presidente.

Antes de seguir para Atibaia, Lupi filiou lideranças do estado presentes em Guarulhos e fez uma rápida reunião com sindicalistas de São Paulo. Depois seguiu direto para a inauguração da sede no município.

O presidente do Diretório do PDT de Atibaia, Coronel Ernesto, não conteve as lágrimas ao discursar durante apresentação da nova sede. “Organizar o PDT aqui na cidade é algo que me dá muita alegria. Não é tarefa fácil manter vivo o ideal de Getúlio, Jango, Darcy e Brizola. Por isso, o Diretório tem vida orgânica desde antes de abrir as portas, com reuniões nas casas de companheiros. Agora é seguir o trabalho e fortalecer ainda mais o partido”, afirmou.

Lupi enfatizou que a sede partidária deve estar à disposição da população.

“Precisamos agir como as instituições religiosas e manter as portas abertas para todo cidadão que se interesse em entrar. Quando abrimos uma nova sede, abrimos as portas para o povo sonhar junto com a gente e brigar junto por uma sociedade mais justa. Essa é a nossa função”, frisou.

O evento em Atibaia contou com a presença de lideranças da esquerda local, além do prefeito Saulo Pedro (PSB) e do Secretário Geral do PDT de São Paulo, Airton Amaral. Carlos Lupi ainda deve voltar ao estado esse mês para novas reuniões.

PDT UNIFICADO

04/08/2017

Encontro dos Dirigentes e Lideranças dos Movimentos Sociais e Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini do Alto Tiete e Região.

Presença do presidente Nacional do PDT Carlos Lupi

Data: 05 de agosto de 2017
Local: Colégio e Faculdade Progresso
Av. Dr. Timóteo Penteado, 4525
Vila Galvão – Guarulhos – SP
Horário: 9:00 às 12:00 hs

Observação:
É importante e absolutamente necessária a presença das Executivas de todas as cidades da região, bem como dos Movimentos Sociais.

Saudações PDTistas

Criada Frente Parlamentar Mista pelas Diretas Já

Ascom PDT Nacional29/05/2017

Reunidos, nesta segunda-feira (29), na liderança do PSB no Senado Federal, parlamentares e representantes do PDT, PT, PSB, PCdoB, PSOL e REDE criaram a Frente Parlamentar Mista pelas Diretas Já.

No encontro, os líderes partidários reconheceram que cabe à sociedade civil organizada o protagonismo da luta pelas Diretas Já, que deve ser estimulada a organizar atos e manifestações em todo o País. Para eles, ressalvadas as diferenças ideológicas, a luta pelas eleições diretas e contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo Temer unifica todas as legendas.

“Nós estamos convencidos de que a única solução para a crise que temos é deixar o povo se manifestar. Nós vamos lutar pelas eleições diretas. É o único caminho para pacificar o país e é o único caminho que dá uma saída honrada para toda a sociedade brasileira. Diretas já é o começo dessa luta”, afirmou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Além de Lupi, participaram da reunião os presidentes do PT, Rui Falcão, do PCdoB, deputada Luciana Santos, do PSOL, Luís Araújo e Bazileu Margarido, José Gustavo, representando a direção da REDE, e o senador João Capiberibe, representando o PSB.

Estiveram presentes, também, os senadores Lídice da Mata, do PSB, Acir Gurgacz, do PDT, Vanessa Graziotin, do PCdoB, e Paulo Rocha e José Pimentel, do PT, e os deputados Carlos Zaratini, José Guimarães e Márcio Macedo, do PT.

Na reunião, também foi aprovado que o símbolo da campanha será o mesmo utilizado na campanha pelas Diretas Já de 1984, criado pelo artista plástico Henfil, agora nas cores verde, amarelo e azul.

PDT 37anos: Manoel Dias exalta importância do partido na história nacional

FLP-AP/Bruno Ribeiro26/05/2017

“Há exatos 37 anos (1980), na cidade do Rio de Janeiro, liderados pelo companheiro Leonel Brizola, nós criamos o PDT”, contou o secretário-geral do partido e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), Manoel Dias, ao ratificar a importância da sigla na história nacional.

Na entrevista, Dias, que foi ministro do Trabalho e Emprego, destacou que a proposta trabalhista foi instrumento fundamental em diversos momentos, começando na Revolução de 30, com o presidente Getúlio Vargas, que imprimiu na sua gestão a modernização. “Saímos de um país que era uma fazenda para um Brasil moderno e industrializado. Nesse processo,  incluo a criação das grandes empresas que, ainda hoje, são fundamentais para o nosso desenvolvimento, como a Petrobras, Telebras e Vale”, pontuou.

Para ele, o PDT representa a continuidade das lutas históricas do Trabalhismo contra a direita neoliberal, que representa os interesses internacionais, dos bancos e da elite. “De um lado, os interesses de uma pátria soberana e livre a partir de uma proposta que tem lado: o do trabalhador, dos excluídos e dos pobres. Do outro lado, o grande capital, especialmente o capitalismo financeiro, que, historicamente, não só no Brasil, em todo mundo, continuam tendo um poder excepcional com a manipulação dos meios de comunicação para contaminar e controlar a opinião popular”, ponderou.

Golpes

Ao analisar a situação política nacional, Dias criticou a fragilidade da democracia brasileira a partir da ocorrência de ataques que violam a escolha dos eleitores e direitos históricos. “Nós acabamos de assistir mais um golpe. Dessa vez não foi militar, mas eletrônico. Começou pela deposição da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente pelo povo, e, agora, estão desconstruindo o nosso país através de medidas enviadas pelo governo ilegítimo do Michel Temer”, disse, ao relatar os impactos negativos das reformas trabalhista e previdenciária.

Nesse sentido, o pedetista indica que chegou o momento de promover um profunda reflexão sobre o atual momento do Brasil, principalmente após os escândalos que envolvem a cúpula do Palácio do Planalto. “Perdemos em 54, em 64 e agora, em 2016. Para resistir, a população deve entender o processo, o porquê de não ter educação, saúde, emprego, salário. Se ela não compreende as causas que determinam isso, não vai saber reagir à manipulação empreendida pelas grandes mídias”, completou.

Organização

Como resposta efetiva, ele informa que o PDT tomou a decisão de investir e priorizar a organização dos núcleos de base. Segundo o dirigente, já foram criadas algumas ferramentas que já utilizam a plataforma online, com destaque para a Universidade aberta Leonel Brizola e a Rádio Legalidade. “Com elas, nós alcançamos o povo na ponta. Ao fazer o núcleo na rua, na periferia, na fábrica, na escola ou na igreja, surgem locais para receber as mensagens e interagir via debates. Assim, vamos seguir fortalecidos na batalha para defender e garantir um país soberano, democrático e socialista”, garantiu.

Eleições

Na defesa de eleições gerais e diretas em função da consequente queda de Temer, Dias projetou a pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente da República, que mostra um alinhamento com os ideais brizolistas. “Ele é um homem preparado e com propostas. Além disso, destaco duas virtudes: primeiro a coragem, pois sem isso não se enfrenta a potência do esquema que está controlando a nação. Segundo é ser decente e honesto. Ciro, de todos os políticos tradicionais que poderão disputar, é o único que não tem envolvimento com corrupção. São predicados fundamentais”, avaliou.

Na projeção sobre a forma de governar, o presidente da FLB-AP afirmou que Ciro precisará de uma base que entenda as iniciativas para fazer uma reforma financeira. “Trabalhadores e empresários atuam só para pagar juros da dívida. São R$ 500 bilhões, por ano, de um montante que ninguém sabe mais se existe ou não”, concluiu.

Joe Valle promove gestão compartilhada com a população do DF

Por Elizângela Isaque12/05/2017

Nesse atual cenário de crise política e econômica, é difícil encontrar quem não esteja insatisfeito com as instituições públicas do País, sobretudo com as aquelas responsáveis por elaborar as leis. Mas, graças à atuação do pedetista Joe Valle, a população do Distrito Federal tem sido protagonista de uma feliz exceção. Desde que assumiu a presidência Câmara Legislativa (CLDF), em dezembro de 2016, o deputado tem colocado em prática um modelo de gestão que promete entrar para a história da Casa.

Em seu segundo mandato como deputado, Valle enfatiza que a sua preocupação é com a necessidade de uma ressignificação da CLDF. “Temos de resgatar a nossa histórica e legítima condição de Casa do Povo. É a exata compreensão dos signos que presidiram aquelas lutas que nos ensina como ressignificar a instituição e nosso papel no processo”, define.

E as iniciativas implementadas pelo parlamentar já promoveram mudanças significativas na rotina da CLDF que, semanalmente, tem recebido cada vez mais representantes, de diversos segmentos da sociedade, para participar de seminários, audiências públicas e debates.

Além disso, a presença dos cidadãos também tem sido bem-vinda em eventos como exposições de arte e apresentações musicais, realizados pelo programa “Câmara Convida”, inciativa que tem como objetivo valorização a cultura em suas diversas vertentes.

“Queremos mostrar para a população a Câmara que Brasília não conhece. A gente dá voz a quem não tem voz”, explicou o parlamentar, em reunião com dirigentes e militantes do PDT-DF, dentre eles o presidente distrital da sigla, Georges Michel. Para Valle, é preciso conhecer as reais necessidades das comunidades para se elaborar leis específicas para atender às demandas.

Câmara itinerante

Outra ação do processo participativo implementado por Joe Valle promove essa mesma interação com a sociedade, só que no sentido inverso. Por meio do projeto “Câmara em movimento” os deputados distritais vão até as Regiões Administrativas da Capital para, nas sessões itinerantes, dialogar com a população, ouvir os seus problemas e receber sugestões nas mais diversas áreas, como na educação, saúde, segurança, cultura, esportes, etc.

O novo formato do programa, inaugurado no final de abril, na cidade Estrutural, lideranças comunitárias participaram de uma oficina de capacitação e, em seguida, elegeram 10 itens que consideram prioritários para a Região. Na plenária, que reuniu mais de 500 pessoas, em meio às diversas requisições, a situação dos catadores de materiais recicláveis, principal atividade da localidade, foi o alvo da maioria das intervenções acatadas pelos deputados presentes.

O representante, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis no Distrito Federal, Roney Alves, juntamente com representantes da Defensoria Pública, apresentou aos parlamentares uma denúncia formal contra o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que estaria descumprindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, no que se refere ao encerramento das atividades do Lixão da Estrutural, considerado o maior da América Latina.

Além das sessões itinerantes, o projeto prevê o acompanhamento, durante seis meses, das prioridades definidas pelos líderes comunitárias de cada localidade.

Presidente da Câmara Joe Valle em reunião com representantes da Associação de Líderes Comunitários do Distrito Federal

Laboratório de inovação

Seguindo a linha interativa, outra inovação da Casa, também lançada em abril deste ano, é o Laboratório Hacker de Inovação (LABHINOVA). Trata-se de um espaço de desenvolvimento colaborativo para projetos inovadores em cidadania, que articula uma rede de parlamentares, hackers, servidores públicos e sociedade civil. O objetivo, segundo o deputado, é fortalecer a cultura da transparência e a participação popular nos debates e decisões do parlamento.

“O propósito é trazer para o convívio da Casa de Leis cidadãos inovadores que apresentem ideias e projetos de aplicativos para aperfeiçoar a transparência de dados legislativos e, com isso, apresentar o processo legislativo à sociedade, bem como a atuação parlamentar, propiciando um novo olhar, mais intuitivo e acessível, sobre os dados produzidos no Parlamento”, explica o presidente.

Para ele, a participação colaborativa é uma das principais frentes na promoção de soluções que envolvam a sociedade com a atividade legislativa.

“A ressignificação da Câmara Legislativa do DF passa, necessariamente, por medidas inovadoras; e o conhecimento que se busca propor servirá de estímulo para o envolvimento das mais variadas áreas da sociedade num processo de reformulação do papel da CLDF no exercício da sua atividade fim”, acrescenta Joe Valle.

Lupi destrincha mentira do Governo Temer sobre déficit da Previdência

Ascom PDT Nacional11/05/2017

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, destrincha, em vídeo, a mentira que o Governo Temer conta para atacar os aposentados com a Reforma da Previdência e mostra, com números, as somas absurdas que giram em torno da renúncia fiscal por parte do Governo com as grandes empresas. Ou seja, o que está sendo tirando da população mais vulnerável, está indo para o bolso do capital especulativo.

É sempre bom lembrar que o PDT fechou questão contra as reformas trabalhista e previdenciária.

PDT vai ao STF para incluir Temer nas investigações da Lava Jato

Ascom deputado André Figueiredo10/05/2017

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e seu vice, deputado federal André Figueiredo, ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (9), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a interpretação dada à Constituição Federal, pela Procuradoria Geral da República, que livrou o presidente Michel Temer de responder inquérito nas investigações da Lava-Jato, mesmo citado 43 vezes nas delações premiadas.

Em despacho recente, o procurador Rodrigo Janot argumentou que na vigência do mandato do presidente da República, a Constituição proibiria a instauração de inquérito para investigar infrações penais comuns estranhas ao exercício de suas funções.

A interpretação de Janot contraria a jurisprudência do STF que já decidiu, no passado, que a imunidade processual prevista no § 4o do artigo 86 da Constituição não inclui os inquéritos, considerados atos pré-processuais para apuração de infrações penais comuns, ainda que não ostentem relação com o mandato presidencial. Em dois precedentes envolvendo o então presidente Fernando Collor de Mello, o Tribunal foi muito claro ao reconhecer a legitimidade da investigação policial ou da investigação criminal promovida pelo Ministério Público contra o presidente da República.

Na ação, o PDT alega que vedar a instauração de inquérito contra Michel Temer é norma de flagrante inconstitucionalidade, também sob o prisma da igualdade. “Impedir o exercício da atividade investigatória é efetivamente absolver e tornar impune um entre os demais cidadãos”, explicou André Figueiredo.

Ainda segundo o deputado, é somente com a adoção de providências investigatórias que será possível preservar eventuais elementos de provas indispensáveis à comprovação de crimes, sem relação com o mandato presidencial, inclusive anteriores, mas que só poderão ser processados no futuro.

O PDT pede que o STF declare inconstitucional a interpretação dada pelo procurador-geral da República que impede a investigação criminal do presidente da República e assim reconheça a legalidade de eventual abertura de investigação.

ADI 5701

Anexos

Edivaldo Holanda reduz em mais da metade casos de menores em situação de rua em São Luís

Ascom Prefeitura de São Luís04/05/2017

Sob a gestão do pedetista Edivaldo Holanda Júnior, a prefeitura de São Luís do Maranhão comemora a redução em 55% os casos de crianças e adolescentes em situação de rua na capital, nos últimos quatro anos. Os dados são do Serviço Especializado de Abordagem Social da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), responsável pela identificação desse grupo nos espaços públicos e encaminhamento para os serviços socioassistenciais.

Em 2013, segundo o levantamento realizado pela Semcas, São Luís possuía 259 crianças vivendo em situação de rua. Atualmente, devido aos serviços voltados a este público o número está em 123. O serviço de abordagem social da Semcas considera, no mapeamento, casos de crianças que possuem algum vínculo familiar, mas que estão expostas a alguma situação de risco, como exploração sexual, violência doméstica, dependência química, entre outras e que devido a isto passam o dia nas ruas.

A redução do índice ocorre em função do avanço das políticas públicas nesta área, que inclui articulações com outros serviços públicos e da sociedade por meio de benefícios, serviços, programas e projetos. O foco é na melhoria do atendimento, com destaque para o Serviço de Abordagem Social, que atua diariamente nos espaços como praças, entroncamentos de estradas, terminais de ônibus, rotatórias, feiras, entre outras localidades.

Reeleito no ano passado, o prefeito Edivaldo Holanda destacou o papel do município em assegurar a proteção de crianças e adolescentes.

“A redução destes índices mostra nosso compromisso com as políticas públicas da Assistência Social, priorizando as pessoas, em especial as crianças que merecem nossa total atenção e cuidado. Fico feliz em colher os frutos destas conquistas com toda a equipe envolvida neste processo”, disse o prefeito Edivaldo.

Reconhecimento internacional

Com as ações implementadas na gestão do prefeito Edivaldo, o município de São Luís foi reconhecido por instituições nacionais e internacionais que atuam em defesa e garantia dos direitos das crianças e adolescentes. No início deste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) classificou como positivo o desenvolvimento exitoso das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti).

Entre os anos de 2013 e 2016, São Luís também avançou em sete dos dez indicadores analisados pela Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em 2016, a Fundação Abrinq concedeu o reconhecimento pleno ao prefeito Edivaldo como Prefeito Amigo da Criança. O reconhecimento é dado a prefeitos que tenham implementado, em seus municípios, ações efetivas que melhorem a vida de crianças e adolescentes.

1º de maio, dia de luta – Weverton Rocha analisa a Reforma Trabalhista

Ascom Weverton Rocha02/05/2017

Em 1º de maio de 1943, o presidente Getúlio Vargas promulgou a Consolidação da Lei Trabalhista, em um evento lotado de pessoas no Estádio São Januário. Hoje, 74 anos depois, a CLT foi rasgada. O Governo Federal comemora, como vitória, o fato de 296 deputados federais terem garantido a aprovação de um projeto de lei que retira direitos importantes dos trabalhadores. Não vejo motivos de comemoração nesse triste ato, às vésperas do Dia do Trabalhador. Votei contra, como o fizeram outros 176 deputados comprometidos com as causas populares.

Já ouvi muito o argumento de que a lei trabalhista brasileira precisava ser modernizada. Uma falácia. A CLT vem sofrendo alterações e se adaptando às novas realidades ao longo desses 74 anos. Em nenhum momento houve resistência às mudanças quando elas foram necessárias. E não haveria novamente, caso estivessem em questão discussões sérias que significassem modernização sem prejuízo para o trabalhador.

Nesse projeto consagrou-se o acordado sobre o legislado, como se não houvesse uma clara diferença na correlação de força entre patrões e empregados. No conflito de interesses entre os dois, pesará sempre a opinião de quem pode contratar e demitir, principalmente no duro cenário de um mercado contraído e de desemprego crescente.

Do surto liberalizante não escapou nem mesmo a jornada de 8h diárias, direito que motivou a Greve Geral de 1º de maio 1886, em Chicago (EUA), e inspirou a criação do Dia do Trabalhador. Enquanto países mais desenvolvidos têm jornadas menores, o Brasil implanta a possibilidade de 12 horas diárias.

Numa inaceitável falta de proteção às futuras gerações, mulheres grávidas passarão a poder trabalhar em locais insalubres. O horário de almoço poderá ser reduzido a meia hora. Esses são alguns exemplos dos retrocessos da reforma.

Tentamos reduzir o prejuízo. Apresentei destaque na votação em Plenário para suprimir um trecho do relatório que prevê que os trabalhadores autônomos não possuem vínculo empregatício com empresas em que presta serviço eventual. Outros destaques foram apresentados para modificar os absurdos que a reforma propunha. Infelizmente todos foram derrotados.

Mas a luta continua. Perdemos essa batalha, mas não a guerra. A Reforma Trabalhista segue para votação no Senado. A Reforma da Previdência, que é outro golpe contra o trabalhador, ainda será apreciada na Câmara e lutarei para que não passe.

Espero que a grande Greve Geral, que mobilizou o País na última sexta-feira e uniu diversos segmentos, seja compreendida pelo Governo Federal como a manifestação de desacordo e inconformismo dos trabalhadores. Tendo começado minha carreira política no movimento estudantil, acredito no poder do povo e sei o que essa força é capaz de fazer.

Mas mesmo não tendo muito que comemorar, o 1° de maio ainda é dia de saudar aqueles que, com seu trabalho, constroem esse País. Parabéns, trabalhador! E sigamos na luta, porque a vitória e o reconhecimento de seus direitos chegarão!

Dia do Trabalho – Da revolucionária CLT de Vargas à extinção dos direitos

Por Elizângela Isaque01/04/2017

Quando o assunto é o Dia Mundial do Trabalho – comemorado no Brasil e, em vários países, neste 1º de maio – aqui, é impossível não se falar de Getúlio Vargas. A data é celebrada oficialmente pelos brasileiros desde 1925, mas foi o ex-presidente gaúcho quem trouxe as principais conquistas para os trabalhadores do País, sobretudo com a Consolidação das Leis de Proteção ao Trabalho (CLT), instituída no dia 1º de maio de 1943.

Nesta segunda-feira, o Dia do Trabalho completa 92 anos com mais de 14 milhões de desempregados no País, mergulhado hoje na maior crise econômica de sua história. E é nesse cenário que o Governo Temer aplica um golpe ainda maior contra a população assalariada por meio da Reforma Trabalhista, cujo texto aprovado na última quarta-feira (26) pela Câmara dos Deputados aniquila direitos fundamentais garantidos na CLT, que hoje completa 72 anos.

Além de agrupar e sistematizar as leis trabalhistas brasileiras em um único código, a CLT acrescentou ao quadro jurídico nacional importantes garantias de proteções individuais e coletivas, por meio de direitos básicos como, o direito à greve, ao repouso semanal remunerado, à estabilidade do trabalhador rural e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Uma das normas trabalhistas incluídas na CLT é a que institui o salário mínimo, também promulgada no Dia do Trabalho, em 1940. Embora existisse desde 1930, Vargas oficializou o salário mínimo para que o menor valor pago a um trabalhador fosse capaz de suprir as necessidades básicas de uma família, como moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer.

Como complemento da CLT, em 1941, novamente no Dia do Trabalho, Vargas instalou a Justiça do Trabalho, instância destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores. Além de dificultar o acesso da população a essa instância, as reformas do atual Governo tentam enfraquecer a atuação do poder judiciário junto às causas trabalhistas.

Às custas do trabalhador

“Essa reforma é um nome diferente para ‘extinção da CLT’. Falta coragem para assumir que se quer facilitar a vida do patronato diante da crise que o País enfrenta e por o ônus na conta do trabalhador”, afirma Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, ex-ministro do Trabalho e Emprego dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Durante o período em que foi ministro, Lupi defendeu radicalmente a CLT contra ataques que, naquele momento, já tentavam retirar diretos do trabalhador. O pedetista sempre afirmava que a defesa intransigente dos direitos trabalhistas era uma bandeira de Governo, e como Ministro, estava ali para garantir a integridade da CLT.

A atuação de Lupi à frente da pasta também foi marcada por investimentos pesados em qualificação do trabalhador. Naquele período, o país gerava mais de 1,5 milhões de empregos por ano, e o mercado de trabalho, por falta de qualificação, vivia um dilema: vagas em aberto por falta de qualificação profissional.

“Em momento de crise, precisamos pensar primeiro no cidadão, no trabalhador, no aposentado. A parte mais frágil da sociedade é a que realmente precisa de proteção do Estado. Senão, ninguém vai conseguir segurar o caos gerado pela miséria e pela fome do povo. Não duvidem, quando a fome chegar à casa do cidadão, ele vai cobrar”, avalia Carlos Lupi.